

Um ato público foi realizado em frente à sede da Secretaria de Segurança Pública, onde a Governadoria está funcionando de forma provisória. Os servidores públicos defenderam a implantação de um reajuste digno para os servidores e posicionaram-se contra a proposta feita pelo governo do estado de um reajuste linear de 4%, dividido em duas parcelas a serem pagas em maio e setembro.
O presidente do Sinpojud, Manuel Suzart, disse que o que falta por parte do governo do estado é respeito pela data-base do servidor, que por lei é dia 1º de janeiro. “Falta de respeito também pela reposição inflacionária e por não abrir uma mesa de negociação. O governo impõe o que ele quer para nós servidores. Vamos à luta. Não adianta 4% dividido em duas parcelas que não vão resolver nossos problemas. Tem que ser feito um plano de cargos e salários para todas as categorias, para fazer a reposição inflacionária que é de 54,25%. Se for preciso, faremos uma greve de trinta dias para que o governo passe a olhar os servidores com mais respeito.”, completou Suzart.

A diretora Maria José Silva, Zezé, disse que o governador precisa ter mais respeito pelo servidor, pois o estado só funciona por causa dos servidores públicos. “Se nós, servidores públicos, pararmos por 30 dias, daremos um prejuízo muito grande e o estado não saberá o que fazer. Então é melhor que o governador reveja este índice apresentado antes que a greve aconteça.”, afirmou Zezé.
Além da abertura da mesa de negociação para discutir o reajuste linear, os sindicatos também querem melhorias no Planserv, valorização dos aposentados e pensionistas e a recomposição das perdas salariais. Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) mostra que, de janeiro de 2015 a dezembro de 2023, a perda salarial dos servidores do estado é de 54,25%.
Após o movimento, os servidores realizaram uma assembleia geral. Foi aprovada uma nova proposta de 10% de reajuste com a abertura da mesa de negociação permanente e concurso público.

Os diretores Tiago Pascoa, Maria Lenilda, Carmem Maria e Robertoni Mercês também estiveram presentes durante toda a manhã na carreata e no movimento no CAB.


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