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Servidores não aceitam reajuste de 4% e protestam na Assembleia Legislativa

O Sinpojud, os servidores do Poder Judiciário e as demais entidades filiadas à Federação dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (FESPEBAHIA) realizaram mobilização com paralisação de 24h nesta terça-feira (06), na Assembleia Legislativa da Bahia, em protesto contra a proposta do governo do estado de reajuste linear de 4%, dividido em duas parcelas.

Na última quinta-feira (02), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) enviou para a Alba, em regime de urgência, o Projeto de Lei que trata do reajuste salarial dos servidores do estado. A proposta enviada pelo Executivo prevê reajuste linear de 4%, com 2% concedidos a partir de 1º de maio de 2024 e 2% a partir de 31 de agosto de 2024, para todos os servidores ativos e inativos.

Indignados, os trabalhadores reivindicam no mínimo 10% de reajuste linear, visto que as perdas salariais dos servidores públicos, acumuladas nos últimos anos, chegam a 54,25%. "Pedimos respeito ao governador, que de forma unilateral impôs um reajuste parcelado, sem o retroativo à data-base dos trabalhadores e sem ao menos receber as entidades em uma mesa de negociação. Não vamos aceitar e continuaremos mobilizados, lutando por um reajuste digno e justo", ressaltou o presidente do Sinpojud, Manuel Suzart.

Os dirigentes sindicais e representantes da FESPEBAHIA ainda se reuniram com o líder do governo na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT), que se comprometeu em abrir um canal de diálogo com o governador, visando um possível acordo. O deputando também informou que diante dos projetos que estão em análise, provavelmente o PL do reajuste só será pautado para votação em 15 dias.

"Estamos tentando dialogar com o Executivo antes de partirmos para uma greve. Mas se o governador insistir em desrespeitar os servidores, agindo de forma arbitrária, sem negociar com as entidades, não teremos outra alternativa", avisa Maria José Silva, diretora do Sinpojud e da FESPEBAHIA.

O Sinpojud vai se reunir com as demais entidades representativas para definir os próximos passos da mobilização contra a aprovação do famigerado projeto de lei.