PORTAL STF - Autoridades reafirmam compromisso com o diálogo institucional na abertura do Ano Judiciário

Publicado em: 3/02/2026 | 08:29


A sessão solene de abertura do Ano Judiciário, realizada nesta segunda-feira (2) no Supremo Tribunal Federal, contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, dos presidentes do Congresso Nacional, do senador Davi Alcolumbre (União-AP) e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), José Alberto Simonetti. As autoridades destacaram a independência do Poder Judiciário, aliada à necessidade de diálogo institucional permanente. 
Responsabilidade institucional 
O presidente da República ressaltou que a solenidade ocorre em um momento que marca o compromisso das instituições brasileiras com a Constituição, a democracia e a soberania do Brasil. “Participe dessas celebrações com a confiança e as esperanças renovadas”, afirmou. “Confiança porque as instituições cumprem seu papel, e esperança porque o Brasil declarou mais uma vez que é muito maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria.” 
Lula lembrou que, por agirem de acordo com as leis, integrantes do STF enfrentaram pressões e até ameaças de morte. “Mesmo assim, não fugiram de seu compromisso constitucional e reafirmaram que, no Brasil, divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis”, afirmou. 
A Ação Penal 2.668, sobre uma tentativa de golpe de Estado, para o presidente, representa um marco institucional histórico do país. "Aqueles que atentaram contra a democracia tiveram um julgamento justo, acesso a todas as provas e amplo direito de defesa, o que só é possível em uma democracia. O julgamento e as condenações dos envolvidos fortaleceram a legitimidade democrática, a confiança na justiça e a ideia fundamental de que nenhuma autoridade está acima da lei. A democracia brasileira saiu desse processo mais forte e mais maduro". 
Em
Para o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, o início de um novo Ano Judiciário é uma oportunidade de reflexão institucional, “serena e responsável, comprometida com o aperfeiçoamento das instituições republicanas”. Ele defendeu que o debate sobre reformas ocorre “com diálogo, responsabilidade e absoluta fidelidade à Constituição”.  
Simonetti também destacou que a inviolabilidade profissional e o sigilo entre advogado e cliente não são privilégios corporativos, mas garantias constitucionais de cidadania. “Não existe Judiciário forte sem advocacia livre”, afirmou. Por fim, condenou “práticas que prejudicaram a confiança pública” e anunciou que “a democracia não convive com vazamentos seletivos”, incompatíveis com a independência judicial. 
Direitos fundamentais
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ressaltou o papel essencial do STF e das instituições do sistema de Justiça na preservação do Estado Democrático de Direito e na concretização dos valores constitucionais. Ao relembrar a atuação recente do Tribunal, ele enfatizou decisões externas ao restabelecimento de direitos, à contenção de excessos e à resposta institucional a crises de alta complexidade, como as enfrentadas no sistema penitenciário nacional e durante a emergência sanitária decorrente da pandemia da covid-19. 
Na avaliação de Gonet, o novo Ano Judiciário se inicia com expectativas elevadas para o desenvolvimento civilizacional do país e para o fortalecimento concreto dos direitos fundamentais. “A história da Corte no Brasil democrática, a altivez e a dedicação deste Plenário asseguram que, malgrado os inevitáveis ??percalços por mal-entendidos, a confiança no Tribunal há de ser, mais uma vez, recompensada”, disse. 
(Redação//CF) 
 


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