Dirigentes do Sinpojud afinam alinhamento de ações com a CSPB em defesa das Comarcas da Bahia

  • Publicado: 7 Ago 2019, 12:06
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Dirigentes do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia – Sinpojud visitaram, nesta terça-feira (06/08), a sede social da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB. Na oportunidade, as lideranças sindicais baianas foram recepcionadas pelo presidente da entidade, João Domingos Gomes dos Santos e pelo secretário-geral, Lineu Neves Mazano. Em reunião, o presidente do Sinpojud, Zenildo Garcia Castro, acompanhado da diretora de formação sindical da CSPB, Maria José Santos da Silva “Zezé”, relataram a agenda de desmonte das Comarcas do Estado da Bahia, que dificultam o acesso da população à Justiça e prejudica os trabalhos e a vida de seu quadro de servidores, com remanejamentos compulsórios e sem consulta.
 
“Diante das dificuldades que os servidores do Poder Judiciário estão enfrentando, viemos à CSPB propor estratégias conjuntas de enfrentamento a uma agenda que está desativando Comarcas, remanejando servidores e reduzindo o poder aquisitivo dos trabalhadores do setor público no nosso Estado. Em curtíssimo espaço de tempo, o TJBA já desativou, desde 2012 pra cá, 73 Comarcas e, recentemente, outras 18. A medida representa um retrocesso muito grande no Estado da Bahia, negando ao cidadão o acesso à Justiça, sem falar nos prejuízos aos servidores que, ao serem relocados em Comarcas vizinhas, não são consultados nem ressarcidos das despesas resultantes”, alertou Zenildo.
 
O presidente do Sinpojud denunciou os prejuízos salariais aos trabalhadores do setor o público do Estado em consequência do quarto ano consecutivo sem reposições inflacionárias. Na ocasião, o líder sindical também propôs alinhamento e estratégias conjuntas para o enfrentamento de temas nacionais como a “reforma” da Previdência e demais propostas de redução de direitos dos servidores.
 
“Compreendemos que a conjuntura política/econômica está desfavorável à classe trabalhadora. A austeridade fiscal exigida para a preservação de injustificáveis privilégios ao setor financeiro, único beneficiário dessa agenda ultraliberal, vem causando enormes prejuízos sociais, com impacto, sobretudo, na vida dos trabalhadores do setor público e privado. Este momento exige sofisticadas estratégias de resistência. Alinhar nossa agenda à maior entidade do setor público no país é assegurar o compromisso com nossos representados de sempre perseguir os melhores caminhos para o atendimento de suas legítimas demandas e reivindicações. Estamos na luta e, com o apoio e colaboração da CSPB, mais fortes e confiantes”, concluiu o presidente do Sinpojud.
 
 

Secom/CSPB
 

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