A Tarde - Remédio amargo e menos ruim. É possível?

  • Publicado: 6 Dez 2018, 10:31
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A deputada da base governista Fabíola Mansur (PSB) comentou a reforma administrativa proposta pelo governo por meio do PL 22.291/2018, enviada à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e que será votada em caráter de urgência nesta quinta. Ela critica o envio de vários projetos à Casa de uma vez, disse que inviabiliza o diálogo, o ajuste, o aperfeiçoamento, e as possíveis alterações que podem tornar este “amargo remédio” menos ruim. Defendeu, também, que as pautas precisam ser debatidas no tempo que ainda resta aos parlamentares:

– Suprimir, aperfeiçoar, alterar, faz parte do processo legislativo. Inúmeras vezes eu tenho criticado esses pedidos de urgência, para que tenhamos tempo de dialogar e fazer alterações nos projetos de uma forma saudável. A reforma administrativa é importante no início do governo, e existe um rombo de R$ 4 bi na previdência. Para pagar esse rombo, se tira da receita corrente do Estado. Isso tem um motivo: se não tem concurso público em alta demanda, a base de contribuinte diminui, por conseguinte.

Remédio amargo – No entendimento da deputada, são projetos diversos que visam o enxugamento da máquina, e reforça que se trata de um remédio amargo o aumento da alíquota de 12 para 14%. Disse, também, que já questionou o governo quanto ao reajuste dos servidores, sem sucesso:

– Eu sou da base do governo Rui Costa, e acho que poderia, sim, ter mais diálogo, reconheço a crise, a necessidade de fazermos e votarmos projetos que vão ajudar o governador a enxugar a máquina, o Estado a se manter, os serviços a serem entregues, mas sempre é possível fazer ajustes ouvindo o pleito, pois é para isto que estamos aqui, e é nisto que eu acredito – assinalou a deputada Fabíola.

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