O servidor vive arrocho TAMANHO G

  • Publicado: 27 Jun 2017
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O SINPOJUD relembra a história dos governos populares que adotavam uma fácil relação entre governo e trabalhador. E quando o gestor é uma pessoa de origem da classe trabalhadora, supõe-se que o espaço para o entendimento deveria ser uma via para se obter soluções quanto às inúmeras demandas envolvendo direitos e garantias da classe.
Mas, como diz a celebre frase proferida por Abrahão Lincoln: “ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento".
O SINPOJUD avalia que a política do governador Rui Costa não condiz com o anseio dos servidores, quando insiste em transformar todos em culpados pelo desequilíbrio das dívidas públicas.
Entendemos que a função pública deveria permear de forma democrática, suprir questões envolvendo demandas da classe trabalhadora, e não sufocar os servidores públicos com arrochos e perdas, tanto de direito quanto salarial.
Talvez ele tenha esquecido quem são os históricos e verdadeiros parceiros de jornada e talvez, também não perceba que o servidor público é o governo na vida da população, é quem pronuncia a última palavra entre o Estado e o cidadão.

Estas são algumas das ações que têm prejudicado os servidores:
1) Sem reposição LINEAR, com salários defasados e as perdas ultrapassaram 20%;
2) Direitos e garantias conquistadas foram cortados dos servidores públicos;
3) Não há negociações com as entidades de servidores;
4) Criação da previdência complementar (BahiaPrev);
5) Distinção de tratamento para algumas categorias em claro propósito de desarticular as questões coletivas do funcionalismo público;
7) Aumento abusivo no Planserv, acima da inflação;
8) Licença médica reduzida de 15 dias para 10 dias, alterando os artigos 99 e 146 da lei 6.677/94, Estatuto do Servidor Publico;
9) Fim da licença prêmio.

A atual postura do governador Rui Costa dispõe-se, unicamente, a coibir as ações das entidades representativas de classe, que expões as más práticas do governo contra os servidores públicos do Estado e denunciam o arrocho salarial e as adversas condições que os servidores encontram na prestação de serviço à população. O cenário político que se desenha pode obrigá-lo a uma mudança de comportamento, porém pode ser tarde.
 

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