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8 Fev 2010 / Matéria visualizada 1701 vezes |
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Desembargadora Telma Brito toma posse como presidente do TJBA
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A posse da desembargadora Telma Brito na presidência do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia é um marco de esperança para o Judiciário baiano e, principalmente, para os Servidores, hoje 8 de fevereiro. Na abertura de seu pronunciamento, além de citar todos os nomes das autoridades presentes, fez questão de mencionar Maria José da Silva, sua amiga Zezé, presidente do SINPOJUD, como participante daquela mesa gestora. É evidente de que as negociações por certo não serão de via única, porque Desa. Telma Brito colocou à frente de tudo uma administração calcada pelo diálogo. No discurso de posse deu a entender isso claramente, expressando o orgulho do cargo e de seus mestres.
“Refleti muito sobre o que lhes falaria neste momento. Grandes líderes e grandes oradores me antecederam na Presidência desta Casa e deixaram expresso, em belas palavras, o papel histórico do Poder Judiciário baiano. Poderia tentar segui-los, possivelmente com algum êxito, tamanho é o acesso que temos, hoje, às informações. Mas, com certeza, não me mostraria inteira nem lhes tocaria a alma, fazendo vãs as palavras que proferisse. Optei, assim, por lhes falar com o coração. Dizer-lhes como vejo e como sinto o tão combalido Poder Judiciário da Bahia...”, falou inicialmente Telma Brito.
De acordo com a presidente do TJBA pedirá ajuda sempre que necessário às instâncias governamentais na esfera estadual e federal, assim como buscará apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que possa aumentar o quadro de servidores e assessores para os magistrados. Reconhece as dificuldades financeiras, por conta da crise mundial, e com apoio dos colegas vai levar aos poucos os serviços para a gestão do próprio TJBA com ajuda de todos diante da “extinção do IPRAJ”. Foi enfática ao lembrar a todos que a base da pirâmide do Judiciário são os servidores, e assim fortalece a independência do Judiciário.
“Contamos com apenas seiscentos Juízes para uma população de mais de catorze milhões de habitantes, enquanto Rio Grande do Sul e Paraná, estados com menos de dez milhões e meio, têm setecentos e noventa e um e setecentos e quinze Juízes, respectivamente. Ainda não há assessores para os Magistrados. É notória a defasagem do quadro de pessoal. Em descompasso com o aumento populacional e o crescimento da demanda, mantém-se estagnada a quantidade de Servidores nas unidades judiciais e extrajudiciais. Muitos Ofícios e Serventias, apesar da ampliação do quadro definida na nova Lei de Organização Judiciária, sequer alcançam o número de Servidores previsto na legislação aprovada nos idos de 1979. Faltam-nos recursos para fazer frente às despesas com novas nomeações. Dificuldades orçamentárias nos mantêm engessados”.
Telma Brito encerrou seu pronunciamento citando o iluminado Chico Xavier:
“Magistrado,
Antes de tudo, analisa e observa./A mudança está em tuas mãos. /Reprograma tua meta, /Busca o bem e viverás melhor. /Embora ninguém possa voltar atrás e / fazer um novo começo, /Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.”/ Que Deus nos proteja e nos cubra de bênçãos!
Muito Obrigada!”
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