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1 Fev 2010 / Matéria visualizada 2253 vezes |
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Oficial de Justiça faz greve de fome na porta do Fórum Ruy Barbosa
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O Oficial de Justiça aposentado Carlos Carvalho Ramos Cerqueira, 63 anos, está fazendo greve de fome na entrada principal do Fórum Ruy Barbosa desde a manhã desta segunda-feira, (01/02). O protesto é para reivindicar a indenização das licenças prêmio que não chegou a usufruir no período em que estava na ativa.
O processo teve o parecer favorável da Corregedoria e encontra-se parado na Diretoria Geral desde novembro de 2009. O aposentado se queixa pelo desprezo que tem encontrado em relação ao seu direito. “Dediquei 45 anos de minha vida ao judiciário e como salário recebo o desprezo da atual presidente do TJBA, Des.ª Silvia Zarif”, desabafa. Ele ainda informou que é diabético e sofre de leucemia.
O aposentado está desde a manhã desta segunda-feira (01), apenas bebendo água e informou que está sem se alimentar e não poderá tomar a insulina, fato que poderá agravar ainda mais sua saúde. De acordo com Cerqueira “estou disposto a pagar o preço até que a presidente do TJBA, Des.ª Silvia Zarif resolva assinar o que conquistei com anos de trabalho”.
A manifestação mobilizou a imprensa local e conta com o apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia – SINPOJUD. De acordo com a Diretora de Assuntos Jurídicos da entidade, Jaciara Cedraz, “o Tribunal deveria ter mais respeito pelos seus trabalhadores e por quem o serviu por tanto tempo”, afirmou Cedraz.
A Jaciara Cedraz acionou a Junta Médica do Fórum para dar assistência ao servidor, que é diabético e sofre de leucemia. Duas horas após a equipe de enfermagem composta por Rebeca Mendes e Fernando Cunha compareceram ao local, onde mediram a pressão arterial e dosaram a glicemia de Carlos Cerqueira.
De acordo com o aposentado a Desª Silvia Zarif, antes de “bater o telefone na cara dele”, não deferiu o processo de pagamento alegando não haver precedentes. No local, a advogada Kátia Ilana rebateu a informação da desembargadora afirmando que há precedentes na Bahia e que o tribunal já acatou.
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